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Sem ajuda da prefeitura, escolas de samba 'encolhem' para este carnaval

Escolas enfrentarão orçamento apertado neste ano

Em crise financeira, a Prefeitura de Campo Grande não irá patrocinar o desfile das escolas de samba da Capital, que será realizado nos dias 27 e 28 de fevereiro, na Avenida Alfredo Scaff, em frente à Praça do Papa. A retração do volume de investimentos é de R$ 180 mil, mas para manter o carnaval, as escolas decidiram reduzir o tamanho e apenas duas alas serão obrigatórias no espetáculo: Baianas, bateria e porta-bandeira.

Para driblar a falta de patrocínio e encarar um orçamento apertado, as escolas que tinham sete alas, passarão a ter apenas duas obrigatórias e menos componentes. Antes, cada agremiação precisava levar de 3 a 4 alegorias à avenida, mas também não consta no regulamento como peça obrigatória. “A gente sabe que vai ser difícil. As escolas vão ter dificuldade, mas vão reaproveitar materiais do ano passado, trocaram peças com outras escolas, venderam.  O desfile ideal custaria R$ 700 mil”, disse.

A prefeitura divulgou que se dispôs a colaborar com a disposição da estrutura de arquibancada e tendas, mas não haverá qualquer tipo de apoio financeiro, em virtude de sua atual situação financeira. No ano passado, a prefeitura da Capital destinou R$ 180 mil às escolas de samba e R$ 20 mil para a Associação dos Blocos, Bandas, Cordões e Corsos Carnavalescos e Culturais de Mato Grosso do Sul (Ablanc).

A ajuda financeira caberá ao governo de Mato Grosso do Sul que irá repassar  R$ 250 mil Liga das escolas de samba, de acordo o com o presidente Eduardo de Souza Neto. As escolas de samba do grupo chamado especial, como Igrejinha e Vila Carvalho, receberam aporte de R$ 30 mil, as do grupo de acesso terão auxílio de R$ 18 mil, escola mirim R$ 5 mil e R$ 29 mil será destinado a Liga das escolas de samba. Ao todo são 8 agremiações.

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