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Na rua onde desfilam blocos de carnaval, novidade é uma funerária

Região está inserida no programação de Carnaval da cidade

A casa dos anos de 1930 na Rua Calógeras, 3302, em Campo Grande, já foi boate, bar e agora pode se transformar em uma capela. O imóvel foi vendido para uma funerária, por R$ 750 mil, e a vizinhança já vê a queda de braços como novo proprietário. 

Isso porque a região, que é tombada como patrimônio histórico da Capital, tem apresentado um calendário cultural ao longo do ano, como o Cordão Valu, que há 11 anos desfila no Carnaval pelas ruas de ladrilhos a partir da Rua General Osório. Na região também funciona um bar e uma casa noturna – além da Feira Central.

“É inconcebível ter uma funerária aqui, virou ponto do carnaval, dos blocos e a própria prefeitura tem feito planos e promovidos eventos culturais”, comentou o artista Vitor Samudio, que desde 2014 comanda o desfile do Capirava Blasé. 

Em frente ao imóvel está a Antiga Estação Ferroviária da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil (N.O.B.), pertenceu a Novoeste e a ALL (América Latina Logistíca). Atualmente pertence à Prefeitura de Campo Grande, comprada da ALL, e tem sido utilizada para shows e exposições.  Na área também abriga o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), o Instituto Histórico Geográfico de Mato Grosso do Sul e a Vila dos Ferroviários. São 135 imóveis. 

De acordo com a secretaria de cultura do município, Nilde Brum, embora o imóvel possa ter sido comprado para a finalidade de uma capela, o novo proprietário terá que passar seu projeto pela aprovação da Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano). “Considerando que endereço faz parte da área de interesse cultural da cidade, de acordo com o plano diretor”, lembrou. 

O proprietário do não foi localizado pela reportagem. 

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