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Após pedido da justiça, população começa a discutir novo plano diretor de Campo Grande

Reuniões começam nesta segunda-feira

A Prefeitura de Campo Grande volta a discutir nesta segunda-feira (19), a revisão do Plano Diretor da cidade, mas desta vez, o campo-grandense poderá acompanhar o andamento do processo. A medida atende a ação civil pública proposta pela OAB-MS (Ordem dos Advogados do Brasil), para que a população também fosse consultada. 

Até o dia 28 de junho, sempre das 18h30 às 20h30, serão realizadas reuniões com moradores de 74 bairros e dos distritos de Anhanduí e Rochedinho para que avaliem o plano. A discussão vai começar pelos vairros Bela Vista, São Bento, Itanhangá e Vila Carvalho. Veja aqui o cronograma de reuniões. Depois disso, a prefeitura em parceria com a UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), por intermédio da Fapec (Observatório de Arquitetura e Urbanismo), vai apresentar a revisão do projeto em duas audiências públicas, onde também serão recebidas contribuições da população.

O processo teve início no ano passado, mas foi interrompido a pedido de várias entidades, dentre elas a OAB/MS, o Crea, a Associação dos Engenheiros e Arquitetos, visto que não havia tempo hábil para envolver os mais amplos setores da sociedade no debate. O Plano Diretor da Capital sul-mato-grossense é de 2006, e de acordo com o Ministério da Cidades, ele é um instrumento básico da política de desenvolvimento do Município, e sua principal finalidade é orientar a atuação do poder público e da iniciativa privada na construção dos espaços urbano e rural na oferta dos serviços públicos essenciais, visando assegurar melhores condições de vida para a população.

A Diretora-Presidente da Planurb, Berenice Maria Jacob Domingues, disse esperar que o novo Plano Diretor de Campo Grande seja encaminhado para votação na Câmara Municipal até o mês de novembro, após relatoria do Conselho Municipal de Desenvolvimento e Urbanização – CMDU. “Vamos aproveitar as sugestões elaboradas pela sociedade e pelas entidades de classe para construir um projeto de lei que contemple os sonhos e as aspirações da maioria, criando um ambiente de desenvolvimento sustentável para Campo Grande das próximas décadas”, afirma Berenice.

 

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