Você está aqui

Panfleto antigo volta a defender matança de animais com leishmaniose

Tratamento da doença que é legal desde 2015.

Um panfleto antigo do Ministério da Saúde e governo do Estado que defende o não tratamento da leishmaniose visceral, conduta que foi abolida em Campo Grande ainda em 2013, voltou a circular na Capital nesta sexta-feira, 17. Revoltados com a informação ultrapassada, defensores dos animais alertam para o tratamento da doença que é legal na cidade desde 2015.

O veterinário e professor da universidade federal de Mato Grosso do Sul, André Luís Soares da Fonseca, defensor do tratamento em cães com leishmaniose, recebeu a denúncia e denunciou a situação redes sociais. Segundo ele, a suspeita é de que agentes de saúde estivem realizando a divulgação do material que deixou de circular há pelo menos três anos. “Pedimos a identificação de quem estiver distribuindo para podermos tomar as providências legais necessárias e identificar os responsáveis”, alertou.

O material orienta erroneamente de que o tratamento de cães é ilegal e oferece risco ao ser humano, orientação que está banida desde 2015. O sacrifício e eutanásia de cães com leishmaniose, feito por órgãos públicos como forma de controlar a doença é proibido em Campo Grande, por determinação judicial. Antes dessa decisão, o sacrifício de cães com a doença era prática comum do Centro de Controle de Zoonoses.

Tratamento inédito

Em 2012, o caso do cão Scooby ganhou repercussão nacional depois de ter sido amarrado em uma moto e arrastado pelo dono até o CCZ. O animal foi livrado do sacrifício após a ONG Abrigo dos Bichos conseguir na Justiça uma liminar que obrigava o centro a a devolver o cão para tratamento.

Scooby foi começou o tratamento em clínica veterinária no dia 30 de julho de 2012, com autorização da prefeitura de Campo Grande, para que recebesse tratamento contra a doença.

Tópicos