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MS tem 4 mortes por leishmaniose e alerta vermelho na Capital e mais 3 cidades

Número quase alcança total de mortes em 2016

  • Já ocorreram 4 mortes no Estado; Capital e mais 3 cidades registraram os óbitos (Reprodução/Boletim Epidemiológico/SES)

O ‘alerta vermelho’ da leishmaniose visceral está aceso em Campo Grande e mais 3 cidades de Mato Grosso do Sul. Só nos primeiros meses, 2017 já registra 4 mortes, quase o total de óbitos de 2016, quando 6 pessoas morreram em decorrência da doença. Os dados são da SES (Secretaria Estadual de Saúde).

Além de Campo Grande, Corumbá, Ladário e Dourados registraram óbitos. Já são registrados 49 casos em todo o Estado, quase a metade dos casos que ocorreram em 2016: 102. Ainda assim, o número tem diminuído desde 2013.

O ano de 2012 foi o ano em que mais casos da doença foram registrados: 330. Em 2015, Mato Grosso do Sul registrou 126 e em 2016, 102. O Ministério da Saúde explica que a leishmaniose visceral costumava ser uma doença de caráter ‘rural’.

“Mais recentemente, vem se expandindo para áreas urbanas de médio e grande porte e se tornou crescente problema de saúde pública no país e em outras áreas do continente americano, sendo uma endemia em franca expansão geográfica”, alerta o Ministério.

A transmissão acontece quando fêmeas de insetos flebotomíneos infectados picam cães ou outros animais infectados e depois pica o homem transmitindo o protozoário Leishmania chagasi. Os sintomas são febre de longa duração, perda de peso, astenia, adinamia e anemia.

O Ministério esclarece que, quando não tratada, a doença pode evoluir para óbito em 90% dos casos. 

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