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Moradores cobram segurança, cuidados e limpeza no entorno da lagoa Itatiaia

O local estaria sendo frequentado por usuários de drogas

Além do lixo que a própria população deixa, a lagoa Itatiaia, em Campo Grande, volta a ser espaço de usuários de drogas que, durante o dia, vigiam as residências próximas em busca do melhor momento para invadir e cometer crimes. A afirmação é de moradores vizinhos à praça, que também reclamam da pesca  praticada ali sem permissão, que estaria degradando as margens.

A maior reclamação é sobre o uso do entorno da lagoa por usuários de drogas. Segundo a dona de casa Bruna Larissa Vieira rodrigues, de 20 anos, no período da noite jovens frequentam o local para utilizar as substâncias. Ela acredita que são eles que estão praticando a onda de assaltos que assola as casas próximas à lagoa.

Uma das vítimas foi a professora de 25 anos que não quis divulgar o nome. “Me mudei para o Jardim Itatiaia em dezembro, quando casei. E durante a viagem de lua de mel minha casa foi invadida”, conta a professora. Ela relata que um dos guardas municipais que faz a ronda a noite na lagoa informou que desde o mês passado, cerca de 30 casas foram assaltadas no bairro.

A professora conta ainda que em uma das casas, os bandidos chegaram até com caminhão de mudança. “O agente da Guarda Municipal diz que eles ficam cuidando para saber qual o melhor horário para entrarem nas residências. Eles normalmente invadem durante o dia, enquanto estão trabalhando e não tem ninguém em casa”, relata.

 

Moradores afirmam que usuários de drogas se escondem entre as árvores para vigiar a movimentação nas casas. (Foto - Cleber Gellio)

 

Para Bruna Larissa e seu marido, o auxiliar de produção Jackson Vasquez, de 22 anos, a segurança na lagoa é pouca. “Os usuários de drogas levam os bancos para onde o mato está mais fechado. Os agentes da guarda, ao invés de ir lá, vem falar com a gente. Quem eles deveriam abordar, não abordam”, reclama ele.

Frequentadora assídua da pista que circunda a lagoa, a dona de casa Edinalva Bezerra de Oliveira, de 44 anos, diz que o número de usuários de drogas há alguns meses era bem maior. “Era impossível caminhar aqui. Eles chegaram a jogar fumaça no rosto de quem passasse. Agora está melhor, mas evito vir à noite. Espero que não aumente novamente agora que a presença da Guarda Municipal diminuiu”, avalia.

A assessoria de imprensa da Prefeitura informou que os serviços de manutenção no local irão continuar e que a Guarda Municipal será avisada sobre a necessidade de maior patrulhamento. A reportagem do Jornal Midiamax entrou em contato com a Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) para obter posicionamento sobre o assunto porém até o fechamento deste texto não houve retorno.

Meio ambiente

O cuidado com a natureza é outra preocupação dos frequentadores da lagoa, que lamentam pelo lixo deixado e a pesca, praticada sem permissão. Segundo a assessoria de imprensa da PMA (Polícia Militar Ambiental) a pesca em lagoas naturais fica proibida durante o período da piracema. Ou seja, a prática está proibida no local até o dia 28 de fevereiro.

 

Pescadores estariam degradando as margens e deixando lixo no local. (Foto - Cleber Gellio)

“Não sei se pode pescar aqui. Estão acabando com as margens e as pessoas deixam muito lixo”, reclama Bruna. Edinalva teme que os frequentadores da lagoa e aqueles que praticam esporte no local possam se ferir. “As pessoas podem ser atingidas por anzóis. Quando a gente tenta falar com os pescadores sobre isso, eles não gostam”, alerta. Segundo ela, as margens ficam cheias de linhas e lixo deixados pelos pescadores. Ela acredita também que a presença deles acaba afugentando os pássaros, que se alimentam dos peixes da lagoa.

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