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Cratera avança por baixo de avenida e preocupa moradores no Tarumã

Não foi possível mensurar extensão do buraco

Moradores e comerciantes da região do Tarumã reclamam de um buraco de aproximadamente três metros. Embora não seja possível mensurar o diâmetro, de perto é possível ver a que a cratera se estende abaixo da superfície. Os populares temem que o asfalto não resista e acabe cedendo.

O buraco fica no trevo situado na Avenida Doutor Gunter Hans, que dá acesso ao Bairro Tarumã, pela Rua Acaia e Avenida Progresso. A cratera se formou há mais de seis meses e conforme relatos, tem aumentado com o passar dos dias.

Givaldo Pereira de Souza, de 55 anos, é dono de uma oficina próxima do local. Ele é um dos que temem que o asfalto não resista.

“Está oco por baixo e qualquer hora vai acontecer um acidente. Não sei como ninguém arrumou ainda. A tendência é continuar aumentando”, observa.

Cratera fica na entrada do Bairro Tarumã

Ricardo Moraes do Nascimento, de 34 anos, trabalha na região. Ele diz que evita passar próximo do local.

“Passo com minha moto longe. Do jeito que está não dá para confiar, tenho medo desse asfalto não aguentar”, declara.

O trabalhador afirma que várias reclamações foram feitas, mas não foram atendidas. “Sei que já reclamaram várias vezes, mas não resolveram”.

Edson Pompeu, de 63 anos, é cadeirante, mora na região e diz que também evita passar próximo do buraco.

“É preocupante. Não me sinto seguro em passar por aqui, tento evitar, mas moro no Jardim Pênfigo e preciso fazer esse caminho”, lamenta.

Buraco tem cerca de 3 metros de profundidade

Mais uma vez?

A preocupação dos moradores e comerciantes está relacionada à situações já vivenciadas em Campo Grande. Em março de 2011, um carro foi caiu dentro de um buraco no cruzamento das ruas Ricardo Brandão e Jeribá, local próximo da Câmara de Vereadores.

Essa não foi a única vez que a situação foi vivenciada em Campo Grande. Em setembro de 2014, parte do asfalto cedeu e abriu uma cratera Avenida Interlagos, entre as ruas Cristalina e Ramalhão Ortigão, na Vila Albuquerque.

Três meses depois, em dezembro, o asfalto não suportou o peso de um carro e cedeu. O veículo Peugeot afundou aos poucos até ficar inteiramente dentro da vala, no cruzamento das ruas Dona Zulmira e Diva Ferreira, no Bairro de Tiradentes.

O fato voltou a se repetir na véspera do Natal, em 2014, carros foram 'engolidos' por uma cratera na Avenida Tamandaré, no Jardim Seminário. Em março de 2015 um caminhão caçamba ficou preso em um buraco da Rua Johanesburgo, no cruzamento com a Rua Brasília.

Prefeitura -

A equipe de reportagem do Jornal Midiamax entrou em contato com a assessoria de comunicação da Prefeitura, que se comprometeu a encaminhar equipe de manutenção, ao Tarumã, para verificar o problema e avaliar o que pode ser feito, mas segundo os moradores, até a manhã desta segunda-feira (19), isso não ocorreu.

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