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Coronel vai recorrer aos Direitos Humanos da OAB contra perseguição

Vilassanti responde sindicância por criticar reajuste salarial

Alegando perseguição, o coronel da Polícia Militar Alírio Villasanti pretende recorrer as comissões de Direitos Humanos e Segurança Pública de seccional da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) para que acompanhanem sindicância aberta contra ele pelo comando militar. O oficial prestou depoimento, nesta segunda-feira (17), acompanhado de sua advogada na corregedoria.

“Me sinto humilhado ao ter cobrado por diversas vezes o que o governo prometeu fazer. Nunca fui punido ou processado durante minha carreira de mais de 30 anos. Este é um governo que tolhe a liberdade de expressão”, ressaltou Villasanti, que preside a AOM/MS (Associação dos Oficiais Militares Estaduais).

Investigação instaurada pela corregedoria, em junho, apura atuação e discurso do coronel contra o governo de Reinaldo Azambuja (PSDB) a respeito da negociação salarial. Isso diante de proposta de reajuste linear – extensiva a outros servidores – de 2,94% para a categoria. 

Villasanti informou que não descarta recorrer a OIT (Organização Internacional do Trabalho) por estar sendo perseguido ao representar uma associação que busca pela reposição inflacionária de dois anos. “Tenho plena certeza de que não cometi crime nenhum”, pontuou.

Prazo para que sindicância seja concluída é de 30 dias, prorrogável por igual período. 

 

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