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Comissão será montada para buscar nova área pública para Arquidiocese

Lei de 2015 motivou retomada de área

A prefeitura da Capital e a Arquidiocese de Campo Grande montarão comissão que será responsável por analisar a retomada de área que foi doada à Igreja Católica pelo município em 2015, mas que será retomada. Erro em decreto assinado pelo então prefeito Gilmar Olarte (sem partido) motivou envio de projeto de Marquinhos Trad (PSD) à Câmara para revogar a lei.

O arcebispo de Campo Grande, Dom Dimas Lara Barbosa, se reuniu com Marquinhos nesta tarde. O encontro não pôde ser acompanhado pela imprensa e apenas o religioso falou com jornalistas ao fim da conversa.

Segundo ele, com a decisão da prefeitura em retomar a área, a comissão buscará novo espaço público que possa ser repassado à Igreja. O arcebispo reforçou que a cedência de uma área de 5 mil m² para a Arquidiocese seria uma permuta, dessa forma, o município teria benefícios com a doação.

Toda a área de 14,7 mil m² localizada no bairro Chácara Cachoeira estaria avaliada em R$ 5 milhões. Dom Dimas afirmou que áreas privadas da Igreja já foram cedidas ao município, como é o caso de trecho da Rua do Seminário e a Praça do Rádio Clube.

O objetivo da Arquidiocese com a nova área é construir uma igreja que reúna povos com culturas diferentes, como comunidades paraguaia, italiana, portuguesa e japonesa. “A nossa ideia não é construir só uma igreja, mas atender uma comunidade que não tem espaço como a sírio libanesa, que não tem igreja própria”. 

Retomada

De acordo com o titular da Semadur, José Marcos da Fonsesa, na lei autorizativa publicada em agosto de 2015 por Olarte, constava que a área localizada no bairro Chácara Cachoeira teria 15.125,3 m², e que desse total seriam desafetados 2 mil m² para o Setlog (Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas e Logística de MS) e mais 5 mil m² para a Arquidiocese de Campo Grande. O restante continuaria sendo área pública.

Apesar da lei ter sido assinada há dois anos, apenas agora a prefeitura iniciaria o processo de desmembramento do terreno. Equipes da Semadur fizeram nova medição na área e descobriram que o terreno era quase 500 metros menor do que a informação que constava na lei.

Dessa forma, constatou-se “inviabilidade técnica”, segundo Fonseca, e a prefeitura encaminhou, nesta terça-feira (12) à Câmara Municipal, projeto de lei que revoga a doação autorizada há dois anos.

Ainda segundo o secretário, com o espaço menor, a área de terreno que sobraria para a prefeitura seria inviável para a construção de uma creche ou praça no futuro. Fonseca ressaltou, ainda, que essa é a última área pública livre no bairro.

O projeto que revoga a lei de 2015 está tramitando na Casa de Leis e não há prazo para análise dos vereadores.

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