Você está aqui

Videomonitoramento começa com meta de reduzir criminalidade em 30% no Centro

Imagens de 22 câmeras podem ser usadas como fonte de investigação criminal

  • Turnos contarão com oito servidores em um plantão de 24 horas (Diogo Gonçalves)
  • Prefeito (com o microfone na mão) diz que sistema agiliza serviços da segurança
  • Autoridades na solenidade de lançamento do videomonitoramento

A Prefeitura de Campo Grande inaugurou na manhã desta sexta-feira (19) o sistema de videomonitoramento da região central da cidade, com a meta inicial de reduzir em 30% a criminalidade. São 22 câmeras no quadrilátero formado pelas ruas Rui Barbosa, 26 de Agosto, Noroeste e Avenida Mato Grosso.

Segundo as informações oficiais, as câmeras têm 450 metros de alcance, geram imagens em 360º e dispõem de dispositivo day/night (dia e noite). O material registrado ficará armazenado por 30 dias e pode ser requerido pelas autoridades do Judiciário e da segurança pública como fonte de investigação criminal.

De acordo com o secretário municipal de Segurança Pública, Valério Azambuja, a intenção é ampliar para mais 50 câmeras até o fim do ano. Ele diz que a PM (Polícia Civil Militar), Polícia Civil, PRF (Polícia Rodoviária Federal), Agetran (Agência Municipal de Trânsito) e Defesa Civil vão trabalhar de forma integrada.

"Campo Grande foi uma das últimas capitais a instalar o videomonitoramento. Com o sistema, pretendemos atender à ocorrência no exato momento que acontece”, disse Azambuja, explicando que esta é a primeira função do serviço.

A segunda é que vai servir de fonte de investigação e prova de processo. “Com a instalação do videomonitoramento, a porcentagem de redução da criminalidade é de 25% a 30%, podendo chegar a até 50%. Tem pesquisas que mostram que existe a possibilidade da criminalidade migrar para outros locais, mas com as sete bases, vamos aumentar a fiscalização e os minicentros vão fazer o combate da criminalidade nas escolas”, afirma o secretário.

Para o presidente da Acig (Associação Comercial e Industrial de Campo Grande), João Carlos Polidoro, “o sistema é de fundamental importância porque a área central tinha uma mancha de crimes e, agora, as ocorrências serão atendidas com mais rapidez”. Segundo o dirigente, futuramente poderá se feito o comparativo do antes e depois do sistema na cidade.

Ainda de acordo com dados do secretário de Segurança da Capital, são cerca de 350 mil pessoas que circulam no centro de segunda a sexta-feira. Somente na região central, complementa, vivem 80 mil habitantes.

Azambuja explica que, em um raio de aproximadamente dez quilômetros, houve 2 mil ocorrências registradas entre janeiro e maio. “É um número muito alto para uma região tão pequena”, esclarece Azambuja.

O prefeito da Capital, Gilmar Olarte (PP), avalia que o videomonitoramento vai garantir mais agilidade às forças de segurança. “Vamos atingir a meta (de reduzir a criminalidade em pelo menos 30%) rapidamente, é isso que a população espera: a união para resolver os problemas. Enquanto uns só falam, nós trabalhamos”, diz.

Serão 40 servidores que vão participar do sistema de videomonitoramento, sendo 6 da Agetran, 22 da GCM (Guarda Civil Municipal), 6 da PM (Polícia Militar) e 6 da Defesa Civil. Os turnos contarão com 8 servidores em um plantão de 24 horas.

Obras

Olarte disse que, de julho a agosto, mês de aniversário da Capital, serão inauguradas cerca de 20 obras na cidade. Entre elas, recapeamento de ruas, asfalto em bairros e reformas nos Cras (Centro de Referência da Assistência Social).

Tópicos