Você está aqui

CCZ vai vacinar 700 cães contra leishmaniose no Maria Aparecida Pedrossian

Vacinação ocorre até amanhã

 O CCZ (Centro de Controle de Zoonoses vai vacinar até quinta-feira (6), em torno de 700 cães do Bairro Maria Aparecida Pedrossian contra a leishmaniose. A cidade foi selecionada, juntamente com outras duas capitais brasileiras (Brasília e Fortaleza) para receber as vacinas doadas pelo laboratório Hertape/Ceva.  

A vacina contra a doença não é ofertada no serviço público de saúde brasileiro, mas é vendida no comércio para imunizar cães sadios e em caso negativo da doença, e custa R$ 130 em média. Até 2013, a Capital realizava coletas de em domicílio para identificar os protozoários e nesta época chegou a distribuir coleiras com repelente contra o mosquito transmissor, mas por corte na verba do governo federal, o serviço foi rompido e o combate a leishmaniose se tornou escasso. Em 2016, a estimativa do CCZ era de que a Capital tinha cerca de 135 mil cães e 39 mil gatos, e 35% desta população são portadoras da doença. 
 
De acordo com a Sesau (Secretaria Municipal de Saúde), o Bairro Maria Aparecida Pedrossian foi escolhido pelos técnicos de CCZ por ter uma população canina muito próxima da quantidade de doses disponíveis e, recentemente, os animais da região foram testados para leishmaniose. Outro critério de escolha foi a alta incidência da doença diagnosticada em animais.

A equipe formada por 50 profissionais, entre técnicos, agentes comunitários e médicos veterinários está percorrendo desde segunda-feira (03), de 07h às 11h, as residências que já foram catalogadas e tiveram os cães examinados para a doença. Os animais negativados recebem as doses, conforme a autorização do tutor.
Cada animal recebe três doses da vacina com intervalo de 21 dias em cada aplicação e, ao concluir a última dose, o tutor recebe a caderneta com todos os registros de vacina. 

Leishmaniose e prevenção 

A Sesau esclarece que a leishmaniose é uma das doenças que mais afeta os cães no Brasil. Transmitida pela picada do mosquito palha (Phlebotominae), a enfermidade pode causar problemas dermatológicos (perda de pelos em focinho, orelhas e região dos olhos), crescimento anormal das unhas, emagrecimento progressivo, anorexia, e dependendo das complicações e da evolução do quadro, o animal pode morrer. Muitas vezes, o cão está doente e o proprietário não percebe.

A orientação de especialistas para prevenir a doença é eliminar os criadouros. A fêmea do mosquito palha coloca seus ovos em locais úmidos na terra (sob folhas e pedras) e em matéria orgânica em decomposição. Por isso, manter terrenos limpos é fundamental para evitar a proliferação do mosquito. Nos cães é recomendado o uso de coleiras repelentes para reforçar as medidas de prevenção.

Tópicos