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Uma a cada cinco crianças no Brasil são filhas de mães adolescentes

Taxa é a mesma nos últimos dez anos

Pelo menos 431 mil bebês nascidos em 2016 são filhos de mães menores de 20 anos. As informações são de uma pesquisa do Datasus, que mostrou que um a cada cinco crianças no Brasil nascem de mães adolescentes.

Nos últimos dez anos, essa taxa se manteve estável. Em 2007, eram 21,1% o total de nascidos vivos de jovens menores de 20 anos. Em 2016, eram 21,2%.

Os índices são bem maiores do que os dos Estados Unidos, que diminuiu em 44% os números de maternidade precoce nos últimos de anos.

Em 2007, 10,5% das crianças norte americanas eram filhas de mães menores de 20 anos. Em 2016, esse número caiu para 5,8%, quase quatro vezes menos que no Brasil.

As regiões que mais concentram as maternidades precoces são o Norte e o Nordeste, com quase um terço das mães adolescentes do Brasil. Nas outras regiões os números são menores, mas as taxas caiem lentamente.

Essas mães sofrem com a falta de inserção no mercado de trabalho e evasão escolar. Estudos do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica aplicada) apontou que 76% das brasileiras de 10 a 17 anos que têm filhos não estudam - e 58% não estudam nem trabalham.

A falta de condições de manter as crianças agrava a situação de pobreza, o que gera mais gestações antecipadas. De acordo com o neonatologista Sérgio Marba, da Unicamp, esses bebês também têm maior risco de prematuridade, baixo peso, mortalidade e complicações como má formação. 

"É uma mãe que não faz pré-natal direito, tem condição socioeconômica mais complicada e muitas vezes esconde a gravidez", diz Sérgio.

Para reduzir esses índices, o Ministério da Saúde afirma investir em educação e planejamento reprodutivo. 
Entre 2011 e 2015, o Ministério teria distribuído 2,4 bilhões de preservativos, além de comprado 78 milhões de cartelas de pilulas.

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