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'Vocês vão todos morrer', disse estudante antes de disparar contra colegas

'Ele falou para todo mundo: 'vocês vão todos morrer', detalhou

Em entrevista coletiva na tarde desta sexta-feira (20), o delegado Luiz Gonzaga Junior, titular da Delegacia de Apuração de Atos Infracionais (Depai), informou que o estudante que abriu fogo em uma escola de Goiânia, matando dois colegas, disse em depoimento ser vítima de bullying no colégio e que, por isso, cometeu o ataque. 

Assim que o adolescente de 14 anos sacou a arma em sala de aula, seu primeiro alvo foi o colega que praticava bullying contra ele. Depois, o atirador, segundo o delegado, "sentiu vontade de matar mais" e seguiu com os disparos. "Ele falou para todo mundo: 'vocês vão todos morrer'", detalhou.

Ainda conforme Gonzaga Junior, depois de matar seu desafeto, o adolescente fez disparos a esmo e teria assassinado, inclusive, um amigo seu. O rapaz só parou com os disparos depois de ser convencido verbalmente pela coordenadora da escola. "Ele não entregou a arma para ela, mas a travou e eles foram juntos para a biblioteca aguardar a chegada da Polícia Militar", disse o delegado. A docente também dissuadiu o jovem — que ainda tinha um carregador com mais munição — de tirar a própria vida.

Ouvidos de maneira informal pela polícia, funcionários da escola disseram que o adolescente era "ótimo aluno, com ótimas notas". O pai — um major da Polícia Militar —, por sua vez, lembrou que o rapaz já havia sido submetido a um tratamento psicológico. 

A arma usada no crime pertencia à mãe do suspeito. Ela também integra o quadro da Polícia Militar de Goiás. Embora o adolescente tenha afirmado que pegou a arma escondido e que não teve aulas de tiros com eles, os pais serão ouvidos e podem responder criminal e administrativamente.

Em relação ao bullying, o jovem afirmou não ter comunicado ninguém da escola ou da família sobre a situação. Ele estima que há dois ou três meses vinha pensando em cometer o ataque e que se inspirou nos atentados de Columbine, nos Estados Unidos, e Realengo, no Rio de Janeiro, ambos cometidos em escolas.
 

 

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