100 dias: é hora de reconstruir e avançar

Marquinhos Trad*

 

Tornou-se tradição fazer balanço de gestão dos primeiros 100 dias de administração. Trata-se de oportunidade simbólica para mostrar à população quais foram os primeiros passos percorridos e como se dará o processo de governança ao longo do mandato.

É importante que se diga que esse é um bom momento para se avaliar o trabalho do prefeito, sem nenhum caráter comemorativo.

Por isso, devemos enquadrar esse processo sob a ótica do contexto em que estamos vivendo, sem  pensar em marketing,  preocupando-se apenas com a realidade. Esse é o meu jeito de fazer política.

O Brasil vive um momento atípico. Campo Grande, nesse aspecto, tem o quadro agravado por somar desajustes que perduram há vários anos.

A cidade não somente vem sendo atingida pela forte crise econômica nacional, como foi duramente castigada pela combinação de vários fatores que nos levaram à instabilidade política além da perda gradual de governabilidade.

Por esse motivo, tivemos que adotar um programa emergencial de obras e contenção de despesas, fazer aperto de caixa para criar um ambiente saudável em nossas finanças, ao mesmo tempo em que implementamos ações para reconquistar a credibilidade e a confiança daqueles que desejam investir na Capital.

Cortamos secretarias, fizemos um ajuste fiscal e reduzimos em 30% os gastos com cargos comissionados. Voltamos a pagar em dia o funcionalismo, quitando os vencimentos em atraso, principalmente o 13º do ano passado.

Ao mesmo tempo, tivemos a preocupação de restabelecer parcerias estratégicas com o Governo do Estado, e nos articulamos com a bancada federal para atrair recursos para programas que precisam ser implementados para melhorar da qualidade de vida da população.

Os primeiros 100 dias já apresentam resultados: conseguimos organizar a operação tapa-buracos, realizando reparos equivalentes a 30 quilômetros de asfalto, normalizando o tráfego em 970 ruas e avenidas da Capital (perfazendo 90 mil buracos), trabalho este que já está dando alívio àqueles que andam pela cidade.

Mais importante ainda: realizamos convênio com o exército brasileiro, que hoje se tornou parceiro de Campo Grande no processo de recapeamento de vias estratégicas de nossa Capital.

Sabemos que falta muito. Infelizmente, não fosse a intensidade das chuvas dos últimos meses, teríamos feito mais.

O mesmo se pode dizer dos medicamentos que estavam faltando nos postos de saúde e que conseguimos regularizar, negociando imensa dívida com fornecedores, além de adquirir 4 novas ambulância para o SAMU.

Podemos falar o mesmo da merenda escolar, que foi normalizada; dos uniformes que estão sendo entregues no início do ano letivo; da retomada do interesse de empresários pela nossa Capital; enfim, da resolutividade que estamos dando às demandas reprimidas que, no conjunto, estão resultando na gradual recuperação da capacidade gerencial de Campo Grande.

Estou adotando o chamado método administrativo presencial, acompanhando de perto as obras, visitando as unidades de saúde, conversando diretamente com cidadãos e cidadãs, dividindo meu expediente, juntamente com o secretariado, dentro e fora dos gabinetes.

Sei que muita gente não gosta disso, mas essa é a forma de estar presente no dia a dia da cidade, mantendo-me em sintonia com o nosso cotidiano.

Nesses primeiros 100 fizemos a virada necessária para atravessar a crise de 2017, preparando-se para a retomada do crescimento do País em 2018. Tenho fé e esperança.

Nosso propósito é criar as condições básicas para consolidarmos um programa de gestão moderno e eficiente, fortalecendo a economia local, gerando empregos, reduzindo as desigualdades, promovendo a harmonia política dentro de parâmetros republicanos, condições essas sem as quais não conseguiremos avançar para tornar nossa cidade um lugar para viver e ser feliz. 

  • Prefeito de Campo Grande

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