A Borboleta Azul e o Brasil de Cada Dia

Ontem, (30/01), as 22h do horário de Brasília liguei a televisão para assistir o programa “Roda Viva” cuja entrevistada foi a autora do livro; “Como matar a borboleta-azul: Uma crônica da era Dilma”, a Professora doutora em Economia Monica Baumgarten de Bolle. Um show de competência e analise de conjuntura com uma fala tranquila, mesmo morando fora do Brasil  demonstrou profundo conhecimento sobre as causas da crise na econômica brasileira e as medidas necessárias para a recuperação. Ela também comentou, entre outros assuntos, sobre a chamada “PEC do Teto”, proposta de emenda constitucional aprovada em dezembro de 2016 que prevê o limite para os gastos públicos. Monica de Bolle, é professora da Universidade Johns Hopkins, em Washington, enfrentou uma bancada de entrevistadores formada por: Samantha Pearson (correspondente do “The Wall Street Journal no Brasil”), André Lahóz (diretor-editorial da revista “Exame”), Bruna Lencioni (editora-chefe da revista “América Economia Brasil”), Márcio Kroehn (editor da revista “Isto É Dinheiro”) e Alvaro Gribel (repórter de economia do jornal “O Globo”). O programa, excepcionalmente foi apresentado por Willian Corrêa, contou ainda com a participação do cartunista Paulo Caruso.

Claro, o livro da Monica Baumgarten de Bolle, “Como matar a borboleta-azul: Uma crônica da era Dilma” foi esmiuçado pela bancada dos entrevistadores por que a cientista em economia no livro faz uma analise aprimorada do governo do PT, especialmente o governo Dilma e apresenta os problemas da economia, a utilização da maquina publica para interesses partidários e indiduais e o desfecho do governo do PT com a saída da Dilma Rousseff, até o inicio do governo Temer. A Professora fez análise de com  como Temer recebeu o governo e os impactos das sias primeiras medidas.

Para entender o livro é preciso saber da metáfora. Consta-se que, na década de 1970, atormentados por uma superpopulação de coelhos, os ingleses adotaram uma política tão bem-intencionada quanto equivocada, que culminou com a extinção da borboleta-azul no sul do país. O triste fim da bela borboleta é a metáfora escolhida pela economista Monica Baumgarten de Bolle para descrever a desconstrução do Brasil durante os anos de Dilma Rousseff (2011-2016). Depois de o Plano Real reduzir a inflação a patamares suportáveis e permitir a implantação de um conjunto de políticas sociais mais inclusivas, a presidente.

Arrisco dizer que, se o livro é muito bom, a entrevista foi melhor ainda. Ajudou-me a compreender mais ainda o Brasil e suas mazelas na economia e na politica.  O que impressiona é como a Professora Monica Bolle conseguiu explicar conceitos complexos utilizando-se de fábulas que parecem terem sido criadas para descrever esse período do Brasil. Umas das partes que mais me chamou a atenção é quando ela trata das cinco leis da estupidez do historiador econômico Cipolla (ex-professor da Universidade da Califórnia falecido em 2000), a saber: "a que prega que, sempre e inevitavelmente, cada um de nós subestima o número de indivíduos estúpidos em circulação; a que diz que a probabilidade de certa pessoa ser estúpida é independente de qualquer outra característica dela própria; a que defende que uma pessoa estúpida é aquela que causa um dano a outra ou a um grupo sem retirar qualquer proveito para si, podendo até sofrer prejuízo com isso; as pessoas nãos estúpidas desvalorizam sempre o potencial nocivo das pessoas estúpidas; e, por último, a que advoga que o estúpido e o tipo de pessoa mais perigoso que existe.” Perfeito, parece que Cipolla previu o Brasil dessa era.

Eu indico o livro. Porém rever a entrevista é melhor ainda.  “Como matar a borboleta-azul: Uma crônica da era Dilma” é um livro de economia e o objetivo da autora foi escrever sobre o assunto utilizando-se de fábulas para explicar melhor seus pontos de vista. No livro é possível entender que a desconstrução da economia brasileira se inicia com segundo mandato de Lula e com um forte empenho de Dilma e seu "Sancho Pança” Guido Mantega, que quando tratava de economia parecia lutar com moinhos de vento. No plano politico foi um tempo aprovado pela maioria do PT e seus economistas ideológicos como Conceição Tavares, Beluzzo et alli. Deu no que deu. Provavelmente estes erros de politica econômica vão sacrificar mais de 10 anos pela frente o desenvolvimento do País. 2017 só está começando. Apertem os cintos.

 

Prof. Jânio Batista de Macedo – Coordenador do SNDNAPI/MS (www.sindnapi.org.br)

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