Poema da Dor!

Raquel Anderson

Na peleja da vida a dor esquenta

Sabe disso quem me frequenta
Está escrito no meu rosto
Solto os traços do meu gosto
 
Hoje canto o Hino à Dor:
"És suprema! Os meus átomos se ufanam 
De pertencer-te, oh! Dor, ancoradouro 
Dos desgraçados, sol do cérebro, ouro 
De que as próprias desgraças se engalanam!"
 
Há um clima de torpor, há desmandos de um senhor
Há almas que se incham moralmente 
Mas a gente plantou uma semente
Há a prodigiosa esperança nos olhos de toda criança
 
"Mas a vida é real e de viés"
O mundo se apresenta como és
Repatrio meus amigos ao meu convés
Sim, estamos de revés, mas há muita força em nossos pés
 
Faço amor com as palavras,consagro sentimentos nas letras encharcadas
É a fome que mata lentamente, é a fome que nos lança da arquibancada
Já descemos às profundezas subterrâneas, fomos empurrados da escada
Hoje,do pedestal, profanados homens do mal, escracham a Pátria amada
 
Nessa empreita comigo, com dores, com indignação e muitos ais
Aqui, na realidade, na poesia, na fantasia e nas redes sociais
Irmanados pela sede de justiça e por igualdades a mais
Sigamos colhendo nossas flores, lambendo nossas feridas, mas, à direita, jamais!!

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