OAB Amordaça Bolsonaro

Gilson Cavalcanti Ricci – Advogado

   Incrédulo, tenho notícia que a OAB, Seccional do Rio de Janeiro, processa na Câmara Federal a cassação do mandato do deputado Jair Bolsonaro, motivada pelo elogio a um dos líderes do governo militar, Coronel Ustra, proferido pelo  parlamentar por ocasião da votação do impeachment de Dilma Roussef. Causa-me incredulidade que a heroica defensora do Estado Democrático de Direito defenda a mordaça, para calar a voz de um legítimo representante do povo brasileiro no Congresso Nacional! 

    A infeliz iniciativa do presidente da Seccional carioca, conflita frontalmente com os ideais democráticos   defendidos em quaisquer circunstâncias pela Veneranda Ordem, desde que fora criada no Século XIX, cujos idealizadores lutaram com coragem e ardor patriótico contra a arbitrariedade, mormente a que fere as premissas constitucionais, como tolher a liberdade de pensamento consagrada nos incisos IV, VI, VII, VIII e IX, do art. 5º, da Constituição. Portanto, flagrante inconstitucionalidade a pretensão da Seccional, que mancha a história gloriosa da Ordem dos Advogados do Brasil.           

    Lamentável que o povo brasileiro desconheça os fatos ocorridos antes e durante o governo militar, mais precisamente durante o malfadado governo do comunista Jango Goulart, então presidente da República. Naquela época,  numerosos grupos de comunistas nacionais e internacionais, fortemente armados, e apoiados por Jango, assassinaram  compatriotas nossos na guerrilha fomentada no estrangeiro com a intenção de implantar no Brasil a ditadura comunista. Em Cuba, o ditador Fidel Castro estava no auge do poder, apoiado pela então União Soviética, que supria “a ilha explosiva” com poderoso armamento de guerra – inclusive misses de longo alcance - e assim o Comandante Fidel surgia como o homem forte da América Latina, espalhando a guerrilha comunista em quase todos os países do continente latino-americano, inclusive no Brasil.  

     O deputado federal Glauber Braga, do PSOL-RJ, votou contra o impeachment de Dilma, e elogiou o terrorista Carlos Marighela, chefe de guerrilheiros infiltrados na Amazônia - que mataram pacatos cidadãos nas sangrentas emboscadas da guerrilha no Araguaia -. Os comandados de Marighela assaltaram vários bancos paulistas, e roubaram mais de meio milhão de dólares, segundo a mídia, matando guardas e funcionários bancários, inclusive clientes que estavam nas filas. Explodiram carros-bomba, matando grande número de civis e militares, como o soldado Mário Kozel Filho, um menino de dezenove anos, morto na explosão de um carro-bomba jogado na guarita de um quartel, onde estava de guarda o heroico soldado. O povo clamou veementemente nas ruas – milhões de brasileiros - o que levou as Forças Armadas a entrarem em ação, em cumprimento à Constituição, salvando o Brasil da ditadura comunista.             

     Todavia, a OAB-RJ, mesmo ciente das atrocidades praticadas por Marighela, não se preocupou em processar e pedir a cassação do deputado Glauber Braga, como procede no caso de Bolsonaro. Neste passo, aquela Seccional fulmina o princípio da imparcialidade, em condenar apenas a parte que não lhe é simpática - atitude incoerente com a tradição centenária da trincheira da democracia, como sempre foi e  é a Veneranda OAB.

     Diante da ignorância do povo brasileiro a respeito dos motivos que levaram os militares ao poder, urge difundir pelos meios de comunicação de massa o procedimento dos comunistas naquela época, com a pretensão de jogar o Brasil nas garras do comunismo. Como já exposto, eles agiram com extrema violência, torturando e matando militares e civis nos campos e nas cidades. Não fosse a ação heroica do Exército Brasileiro, nosso amado País seria mais uma insignificante republiqueta dominada pelo comunismo.          

            

   

                     

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