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Em dez anos, MS reduziu focos de raiva em animais rurais em 59%

Taxa de ocorrências é a menor em quatorze anos

Desde 2007, Mato Grosso do Sul apresentou uma redução de 59% no número de focos registrados de raiva em animais rurais em todo o Estado. Os dados foram apresentados pela Iagro (Agência Estadual de Defesa Sanitária Animal e Vegetal) nesta quarta-feira (5).

Segundo a Agência, em 2007, foram registrados 21 focos de raiva no Estado, enquanto em 2016 esse número caiu para 8. As ocorrências tiveram seu pico em 2002, quando foram registrados 89 casos.

Em relação ao número de municípios afetados pelos focos de raiva, a redução foi de doze municípios afetados pela doença em 2007, para apenas cinco em 2016, menor taxa nos últimos quatorze anos.

Segundo a Iagro, a redução é resultado da atuação do Programa Estadual de Controle de Raiva dos Herbívoros, coordenada pelo médico veterinário Fabio Shiroma de Araujo. 

O programa atua principalmente visitando propriedades que apresentam maior risco de ocorrência da doença, caputrando os morcegos hematófagos, transmissores da raiva, e ministrando palestra educativas para produtores rurais.

“Intensificamos a vigilância em regiões de risco e podemos monitorar maior quantidade de abrigos, controlando assim a população do morcego hematófago antes da ocorrência da doença”, observou Fabio Araujo.

Também foi apresentada uma redução no número de óbitos de animais afetados pela raiva nos últimos anos. Enquanto em 2012 foram registradas 213 mortes, em 2016 foram 73.

Caso os produtores verifiquem sintomas em seus animais indicativos de raiva, Shiroma aconselha que comuniquem a Iagro. "O produtor ou responsável não deve tentar manuseá-lo e a comunicação ao escritório da Iagro mais próximo de sua propriedade deve ser feito com urgência. Os servidores possuem treinamento, equipamentos e o mais importante estão vacinados e protegidos contra a raiva".

Alguns dos sintomas mais comuns são sinais nervosos como afastamento do rebanho, andar cambaleante, salivação e deitar vir a óbito de três a sete dias.

(com supervisão de Evelin Cáceres)

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