Quatro dias após protagonizar uma tragédia em casa, no bairro Amambaí, em Campo Grande, ao matar com um tiro o marido, identificado como o policial militar aposentado Gumercindo Rosas do Nascimento, 74 anos, Maria Rangel, 46 anos, se apresentou na 1ª Delegacia de Polícia, em Campo Grande.
Acompanhada do advogado Wilson Carlos Godoy, ela contou que as desavenças do casal já ocorriam há algum tempo, principalmente porque ela não queria ceder quando obrigada a praticar desejos sexuais do marido, que ela não concordava.
“Ele tinha alguns problemas de ereção e me pedia para fazer coisas que não aceitava. E, quando não cedia, apanhava”, disse Rangel. Há poucos dias, ela conta que compareceu a Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) e inclusive fez exame de corpo de delito das agressões.
“Eu tinha me separado, mas ele foi atrás de mim e pediu perdão. Só que desta última vez, ele me pediu para cometer um ato e, como não quis, foi lá fora buscar uma barra de ferro para me agredir. A única saída que vi foi pegar uma arma na casa e atirar contra ele”, afirma Rangel.
Rangel diz que na ocasião gritou por ajuda, já que recentemente havia operado e foi justamente na barriga que o policial a golpeou. “Vamos defender a tese de legítima defesa, porque foi justamente o que aconteceu com ela”, fala o advogado Godoy.
Responsável pelas investigações, o delegado Miguel Said, da 1ª Delegacia de Polícia, afirma que Maria será indiciada por homicídio qualificado por emprego de arma de fogo. “Ele permanece agora presa temporariamente até a conclusão das investigações”, conclui o delegado.