Quando a apuração que iria consagrar a campeã do Grupo Especial da Liga das Escolas de Samba de São Paulo estava prestes a ser concluída, um torcedor da escola Império da Casa Verde pulou o alambrado que separava os diretores das escolas dos apuradores, subiu até a mesa de apuração, pegou envelopes com as notas, saiu correndo e rasgou tudo aquilo que tinha em mãos.
Em seguida, torcedores da Gaviões da Fiel e da Camisa Verde e Branco invadiram o local e destruíram tudo aquilo que havia de oficial na mesa de apuração. Os apuradores abandonaram o local, enquanto os torcedores, ensandecidos, rasgavam os envelopes e jogavam os restos pelo chão.
Quando a Polícia Militar entrou em ação, não havia mais o que fazer. A confusão era generalizada, a apuração estava interrompida.
No momento da depredação, faltavam apenas duas notas de dois jurados no quesito Comissão de Frente. Até aquele o momento, o título era da Mocidade Alegre. Mas o problema é que outras duas escolas estavam muito próximas: 1) Mocidade com 160,00; 2) Rosas de Ouro com 159,80 (dois décimos); e com Vai-Vai 159,70.
A Liga das Escolas de Sampa informou que o julgamento vale até o momento da invasão, o que consagraria a Mocidade como campeã. O problema é convencer os dirigentes das 2ª e 3ª colocadas. Há uma reunião em andamento para definir os rumos da apuração.
Um dos motivos da depredação foi o fato da Império de Casa Verde estar caindo do Grupo Especial, junto com a Camisa Verde e Branco. Além disso, torcedores da Gaviões da Fiel ficaram descontentes com notas, especialmente com uma abaixo de 9.
Além disso, a apuração foi atrasada e provocou descontentamentos, em função da troca de dois jurados de última hora, na quinta-feira.
Depois do tumulto, Tiago Faria, de 29 anos, que iniciou a confusão, foi preso, com mais torcedores da Gaviões da Fiel.
A pista da Marginal foi tomada pelos torcedores da Gaviões, e carros alegóricos foram incendiados.
| TV Globo e Globonews |
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A pronta ação do Corpo de Bombeiros evitou um incêndio generalizado nas alegorias.